Bala certeira.

Acho que já estou a ficar surda de tanto injectar. Estes sons. Há aqui qualquer coisa que está ao contrário. Não está bem. A merda continua, tresanda. Quarto fechado, ali ao canto. Afinal de contas, somos todos isso. Uma peça ali espalhada no meio da sala. Irónico esse sorriso, essa gargalhada. Hei-de rebentar com os ouvidos. Vão-me fazer ouvir. Expulsar todo o mal que vem cá dentro e ficar com aquele terno sabor de satisfação. Equilíbrio. Irónico. Vou rebentar com as palavras dos pulmões, virar-me do avesso. E aí, vão-me ver.
Vou disparar aquela bala certeira.
Sem dúvida.


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