Décalage
Esquecendo todos esses comentários que fazem parte.
Pertencem ao passado e ao futuro não têm espaço.
Porque somos mais novos, a nostalgia da altura em que eles também o eram!
Observo com carinho.
O que pensarão eles de facto?
Os que já viveram o suficiente para saber exactamente como é a vida.
Os que nos irritam e muitas vezes não ouvimos.
Esses, esses, que já sabem onde tudo vai dar, como é…
Quando olham para nós, espalhados pelas ruas, divagando, procurando por aquilo que eles já encontraram, há muito.
Perceberão?
Sentirão a tristeza no olhar, a busca incessante de algo que está sempre para além do que podemos, a inquietude, a inconstante presença de nós na presença de outros, na ausência, na décalage entre nós e nós mesmos.
Nessa tal altura em que tudo era difícil mas mais fácil.
Reparo nas vozinhas baixas, torcidas e críticas sobre nós, num tom verdadeiramente doce, melancólico, paternal, o que não nos sucede…
Atiramos balas de ironia sem sabermos usar assim tão bem e desprezamos toda essa riqueza…
E a questão é, como conseguiram Eles chegar até aí se aqui, neste patamar, já custa passar, dar mais um passo sem hesitar 1 milímetro na dose de confiança.
Que doce velhice…
Pertencem ao passado e ao futuro não têm espaço.
Porque somos mais novos, a nostalgia da altura em que eles também o eram!
Observo com carinho.
O que pensarão eles de facto?
Os que já viveram o suficiente para saber exactamente como é a vida.
Os que nos irritam e muitas vezes não ouvimos.
Esses, esses, que já sabem onde tudo vai dar, como é…
Quando olham para nós, espalhados pelas ruas, divagando, procurando por aquilo que eles já encontraram, há muito.
Perceberão?
Sentirão a tristeza no olhar, a busca incessante de algo que está sempre para além do que podemos, a inquietude, a inconstante presença de nós na presença de outros, na ausência, na décalage entre nós e nós mesmos.
Nessa tal altura em que tudo era difícil mas mais fácil.
Reparo nas vozinhas baixas, torcidas e críticas sobre nós, num tom verdadeiramente doce, melancólico, paternal, o que não nos sucede…
Atiramos balas de ironia sem sabermos usar assim tão bem e desprezamos toda essa riqueza…
E a questão é, como conseguiram Eles chegar até aí se aqui, neste patamar, já custa passar, dar mais um passo sem hesitar 1 milímetro na dose de confiança.
Que doce velhice…


<< Home