Vende-se!coroa

Sempre inquietou muitos
Sempre foi palco de debates,
de desatinos.
O que somos?
Esta pergunta que satura
Que corroi a alma quando está destruida
Ou a cobardia que se refugia tão bem
e que se encarrega de rebentar com quem passa.
Sentamo-nos na sala das representações
Adoramos assistir
Rimo-nos desse palco de emoções
Mas saímos com a dor.
O que somos?
Mesmo aquele
Aquele ali
Esse mesmo
Vive atormentado.
Equilibrado
Calmo
Sereno
Na verdade, não o é!
Procura ser.
E será?
Quando?
Quando quiser.
Vende-se isto!
O quê?
A inquietação da consciência!
Por 50 cêntimos...


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